domingo, 6 de agosto de 2017

O bem da sociedade e as ações dos poderes públicos

O país vive um tempo de dificuldade econômica ocasionada pela crise moral que tomou conta do contexto político. O cenário econômico do estado não é dos melhores e muito menos das cidades acreanas.

Os fatos que vamos relatar sempre aconteceram embora seja uma determinação constitucional a “harmonia” entre os poderes, ainda existem aqueles que insistem em fazer o contrário e nesse momento difícil para a nação, as suas convicções políticas ideológicas ultrapassadas tentam atrapalhar o crescimento da democracia.

Como se atrapalha o crescimento da democracia? Buscando separar as ações dos governo federal, dos estados e dos municípios. Ou mesmo, distanciando os demais poderes das agendas políticas. Ora, o Artigo 2º assegura que “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. É bem simples, a interpretação do texto constitucional quando observamos os objetivos das esferas governamentais que é a promoção das políticas públicas voltadas a promoção da saúde, educação, segurança pública e tantos outros.

Quando isso não acontece algum dos entes das engrenagem estão deixando a desejar, ou mesmo aqueles que estão à frente. É salutar ver a união institucional dos entes públicos na realização de suas obrigações, entendo não serem elas um favor para a coletividade, e sim o retorno daquilo que os cidadãos investem na máquina “estado”, nele compreendido governos federal, estadual e municipal.

É ultrapassado o argumento que Prefeito, vereador, deputado, senador, eleito por um partido não pode manter parceria com o governo de outra sigla. É imoral o argumento do qual determinado agente público no pleno exercício de sua atribuição esteja tentando usurpar atribuições, quando se sabe que determinada ação de governo só acontece mediante as colaborações mútuas de entes públicos e os impostos pagos pelos cidadãos.

A coletividade deve ser prioridade daqueles que exercem cargos no legislativo, no executivo e no judiciário. Destaco com ênfase para o executivo, poder responsável pela realização das políticas públicas. Em tempo no qual todas as esferas de governo ou mesmo poderes da nossa organização administrativa enfrentam crises de toda a natureza, não cabe separar e sim somar para que a comunidade seja beneficiada.

Em todas as hipóteses seremos contra o puxa pra cá e o puxa pra lá, pois é sabido, que temos uma determinação constitucional a unidade dos poderes para a realização das ações de interesse público, independente do besteirol ideológico daqueles que governam ou apoiam. O Brasil mudou e os tempos são outros, só não percebe quem não se reciclou.

Gilberto Moura
Jornalista do Portal Quinari

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Jornalismo, justiça e senso comum, questionamentos de atuação para a vida toda

Assisti dois vídeos. O primeiro era uma seleção da parte final do depoimento do ex-presidente Lula ao Juiz Federal Sérgio Moro na justiça de Curitiba. Nesse vídeo Lula estava com as considerações finais e fazia questão de citar o número de vezes que a Globo e o grupo Abril trouxeram informações sobre os seus atos.
O juiz fazia alguns questionamentos e tentava explicar (sem êxito) o que seria considerações finais ou alegações, enquanto Lula insistia no discurso político de se vitimizar, o que sabe fazer muito bem. O segundo vídeo foi um resumo dos anúncios de resultados das eleições das quais os petistas Lula e Dilma foram eleitos e tomaram posse. Essa última cassada. A maioria das matérias se trata de plantões e edições do jornal nacional noticiando os acontecimentos históricos, o que é papel da imprensa. A certeza de que a imprensa sempre será culpada eu tive quando comecei a escrever algumas linhas através de meu blog e noticiar alguns fatos ou críticas que desagradaram pessoas próximas ou que tiveram uma amizade.
Na maioria das vezes ou tentavam me processar, me achincalhavam nas redes ou mesmo me levaram na delegacia ou no fórum da cidade. Depois disso eu apreendi a ouvir os dois lados, pois foi o tempo que também avancei no curso de jornalismo. Mais nunca, nunca ninguém que teve uma notícia escrita e publicada de forma a lhe exaltar chegou e agradeceu, agora quando se tratou de críticas, embora que se ouvisse os dois lados, o nariz ficava ou fica torcido para o lado do jornalista ou a imprensa, esquecendo-se “o noticiado” ou “noticiada” que tudo faz parte de um papel singular de relatar acontecimentos. Com a justiça, o resultado demorou alguns anos para compreender o papel extraordinário de pacificação da sociedade e a punição dos erros que afrontem a ética e os valores fundamentais.
É senso comum que a justiça se realiza quando ela nos beneficia (individualmente) e quando não, a consideramos injustiça. Nenhum homem que terá de sofrer uma sanção da lei vai entender que está sendo aplicado o critério de justiça, de balizamento de direitos e obrigações. Se o jornalismo tem uma visão descritiva dos fatos, não sendo facultativo aos profissionais de imprensa o envolvimento com suas pautas jornalísticas, aos magistrados e outros responsáveis pela aplicabilidade das leis, esse é critério primordial para uma visão panorâmica dos fatos, deixando então de lado o “amor”, sentimento que gera preferência e tomada de posição diante dos acontecimentos. Os aplicadores das leis e os narradores dos fatos sempre sofrerão a acusação de tomar uma posição, o que não é inverdade, agora para a formação de um juízo (no caso de magistrados) são usados critérios e metodologias. Aos narradores dos fatos, sempre haverá o questionamento quando aquilo que se notícia prejudica interesses pessoais.
Existirá sempre esse conflito entre a metodologia científica usada no jornalismo e no direito e o senso comum, já que não se trata de ciência e sim de achismos.
Gilberto Moura
Jornalista